por ant_dii » Qui Dez 01, 2011 03:10
Bom pessoal, este problema não é do ensino médio e nem é muito simples de resolver ( se o fosse eu já teria conseguido).
Terei que apresentá-lo resolvido semana que vem e já tem uns 5 dias que to quebrando a cabeça...
O problema é o seguinte:
Provar que se
e
são nulos, então
é um campo de quadrado inverso.Eu acredito que há um erro no enunciado, que o que realmente vale é a recíproca, pois no caso do enunciado acima podemos ter

e

nulos, porém

um campo constante qualquer e não necessariamente (como indica) um campo de quadrado inverso :
Provar que se
é um campo de quadrado inverso, então
e
são nulos.Já tentei de várias formas, até mesmo usando o Teorema de Gauss (Teorema da divergência) e o teorema de Stokes, mas não sei como proceder.
Se o enunciado estiver correto, eu acredito que o problema seja simples de resolver mas queria que me ajudassem a encontrar a melhor resposta...
Desde já agradece quem se disponibilizar.
Só os loucos sabem...
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por LuizAquino » Sex Dez 02, 2011 16:37
ant_dii escreveu:Provar que se

e

são nulos, então
F é um campo de quadrado inverso.
ant_dii escreveu:Eu acredito que há um erro no enunciado (...)
podemos ter

e

nulos, porém
F um campo constante qualquer e não necessariamente (como indica) um campo de quadrado inverso (...)
Ok.
ant_dii escreveu:(...) o que realmente vale é a recíproca:
Provar que se
F é um campo de quadrado inverso, então

e

são nulos.
ant_dii escreveu:Já tentei de várias formas, até mesmo usando o Teorema de Gauss (Teorema da divergência) e o teorema de Stokes, mas não sei como proceder.
Se
F é um campo de quadrado inverso (em três dimensões), então ele tem o formato:

,
com
c uma constante real.
Considerando que

, temos que:



Calculando o divergente, temos que:

Agora calcule as derivadas parciais e efetue a soma. Você irá obter que

.
Calculando o rotacional, temos que:

Agora calcule as derivadas parciais e efetue as subtrações. Você irá obter que

.
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por ant_dii » Sáb Dez 03, 2011 01:40
Boa noite Luiz...
Obrigado pela disponibilidade...
Só incomodando um pouco novamente, quanto ao primeiro enunciado
Provar que se

e

são nulos, então F é um campo de quadrado inverso.
o que você me diz? Realmente esta errado ou esta simplesmente incompleto. Do meu ponto de vista esta incompleto sendo então necessário acrescentar que isso vale exceto quando F é constante ou nulo, mas não sei ainda se resolve pois ainda não consegui provar.
Conversei com um professor e ele me mostrou uma identidade interessante vinda do fato de que

e

são nulos. Vejamos, como você colocou acima:

e

Fazendo

e

De onde,

que é a equação de Laplace em três dimensões, que esta estritamente ligada com o conceito de função potencial de campo de quadrado inverso, na verdade esta equação acima é satisfeita pelo campo de quadrado inverso

.
E agora o que você acha que devo fazer??
Obrigado desde já.
Só os loucos sabem...
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por LuizAquino » Sáb Dez 03, 2011 11:16
ant_dii escreveu:Provar que se

e

são nulos, então
F é um campo de quadrado inverso.
o que você me diz? Realmente esta errado ou esta simplesmente incompleto.
Do meu ponto de vista esta incompleto sendo então necessário acrescentar que isso vale exceto quando F é constante ou nulo, mas não sei ainda se resolve pois ainda não consegui provar.
Mesmo que
F não seja constante, ainda podemos ter o divergente e o rotacional de
F nulos, mas de modo que
F não seja um campo de quadrado inverso.
Por exemplo, considere

. Note que

e

, mas
F não é constante e não é um campo de quadrado inverso.
ant_dii escreveu:De onde,

que é a equação de Laplace em três dimensões, que esta estritamente ligada com o conceito de função potencial de campo de quadrado inverso, na verdade esta equação acima é satisfeita pelo campo de quadrado inverso

.
Note que essa equação também é satisfeita para outros campos
F que não são de quadrado inverso. Por exemplo, ela é satisfeita para o mesmo
F dado acima:

.
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por ant_dii » Sáb Dez 03, 2011 11:39
Luiz,
Obrigado novamente.
A questão é que de fato a função potencial do campo de quadrado inverso satisfaz a equação acima (equação de Laplace).
Ela tem uma condição sobre sua formulação, a de que a função tem que ser duplamente diferenciável e contínua, ou seja, tem que pertencer ao conjunto das funções de classe

.
Mas já entendi e encontrei um caminho para apresentar a resolução do problema.
Muito obrigado mesmo por disponibilizar seu tempo.
Até mais.
Só os loucos sabem...
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Autor:
felipe_ad - Ter Jun 29, 2010 19:44
Como resolvo uma questao desse tipo:
Uma usina de britagem produz pó de pedra, que ao ser depositado no solo, forma uma pilha cônica onde a altura é aproximadamente igual a 4/3 do raio da base.
(a) Determinar a razão de variação do volume em relação ao raio da base.
(b) Se o raio da base varia a uma taxa de 20 cm/s, qual a razão de variação do volume quando o raio mede 2 m?
A letra (a) consegui resolver e cheguei no resultado correto de

Porem, nao consegui chegar a um resultado correto na letra (b). A resposta certa é
Alguem me ajuda? Agradeço desde já.
Assunto:
Taxa de variação
Autor:
Elcioschin - Qua Jun 30, 2010 20:47
V = (1/3)*pi*r²*h ----> h = 4r/3
V = (1/3)*pi*r²*(4r/3) ----> V = (4*pi/9)*r³
Derivando:
dV/dr = (4*pi/9)*(3r²) -----> dV/dr = 4pi*r²/3
Para dr = 20 cm/s = 0,2 m/s e R = 2 m ----> dV/0,2 = (4*pi*2²)/3 ----> dV = (3,2/3)*pi ----> dV ~= 1,066*pi m³/s
Assunto:
Taxa de variação
Autor:
Guill - Ter Fev 21, 2012 21:17
Temos que o volume é dado por:
Temos, portanto, o volume em função do raio. Podemos diferenciar implicitamente ambos os lados da equação em função do tempo, para encontrar as derivadas em função do tempo:
Sabendo que a taxa de variação do raio é 0,2 m/s e que queremos ataxa de variação do volume quando o raio for 2 m:

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